Categoria: NOTÍCIAS

  • APL APROVADO

    O Núcleo Estadual de Ações Transversais nos Arranjos Produtivos Locais  (NEAT), coordenado pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), aprovou o enquadramento de sete novos APLs, entre os 15 que concorreram pelo edital do Programa de Fortalecimento dos APLs, lançado no mês de março. Foram aprovados os arranjos audiovisual, automação e controle, máquinas e equipamentos, alimentos (região Sul) e agroindústria familiar (regiões Alto e Médio Uruguai, Celeiro e Missões).

    A deliberação do edital de enquadramento ocorreu na manhã desta quinta-feira (24), na Sala do Investidor, em Porto Alegre. O APL é uma articulação entre empresas, trabalhadores, governos e instituições, colocados em regime de colaboração, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas correlatas. Ele age sobre uma mesma região e estimula vínculos de produção, interação e aprendizagem.

    Segundo o diretor de Produção e Inovação da AGDI, Sérgio Kapron, o processo do edital mobilizou setores econômicos e regiões a apresentarem propostas. “Os projetos apresentados revelaram empresas, agricultores, trabalhadores, universidades e prefeituras que querem agregar valor e aumentar sua capacidade produtiva, gerando emprego, renda, desenvolvimento e inovação”, avalia Kapron.

    De acordo com o diretor, os APLs aprovados nesta quinta-feira podem ser divididos em dois grupos: pelo enquadramento na Política Industrial e pelo potencial de combate às desigualdades regionais. “O APL audiovisual, por exemplo, vai gerar uma perspectiva de organização econômica do setor e movimentar a economia. Já o arranjo de agricultura familiar nas Missões, é uma oportunidade de mobilização econômica da região, que vai desenvolver sua indústria, rompendo com a monocultura tradicional”, salienta o dirigente.

    O professor do Instituto Federal Farroupilha, na área de desenvolvimento regional e agronegócio, Tarcísio Samborski, que presta assessoria técnica ao APL Celeiro, vê como positiva a aprovação. “Vai melhorar a organização das cooperativas e certamente vai incentivar a produção tanto em quantidade, como em qualidade e beneficiar a região com a oferta da agroindústria familiar” analisa o professor.

    O próximo passo será o repasse de recursos da ordem de R$ 200 mil reais para o plano de desenvolvimento, estruturação e coordenação de cada APL. A meta da AGDI é lançar novos editais e inserir 20 APLs até o final de 2013.

    O NEAT é formado por uma comissão técnica composta por representantes da AGDI, Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Sebrae, Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) e pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), que tem como funções reconhecer e enquadrar os APLs de acordo com critérios que avaliam cooperação, sustentabilidade, inovação, agregação de valor e afinidade com as prioridades da Política Industrial e o combate às desigualdades regionais.

  • Cannes: onde as mulheres não têm vez

    O grupo feminista La Barbe publicou no dia 12 de maio o manifesto “Cannes 2012: um homem é um homem”. O documento, assinado por mais de 1.300 mulheres, entre elas cineastas e atrizes conhecidas, denuncia o descaso com que o Festival de Cannes trata o trabalho sério de cineastas.

    No manifesto, a denúncia é clara: “O Festival de Cannes 2012 permite que Wes, Jacques, Leos, David Lee, Andrew, Matteo, Michael, John, Im Hong, Abbas, Ken, Sergei, Cristian, Yousry, Jeff, Alain, Carlos, Walter Ulrich, Thomas demonstrem mais uma vez que “os homens amam a profundidade nas mulheres, mas somente em seu decote”. A frase faz referência direta ao ano em que o trabalho de 22 homens foram selecionados para concorrer aos prêmios da 63ª edição do festival e que, entre as figuras homenageadas nos filmes está Marylin Monroe. Ou seja, nada do que foi elaborado pelo esforço de mulheres selecionado; mas Marylin Monroe, um símbolo da sensualidade está entre as figuras homenageadas do evento.

    Somente uma vez, em 1993, o Festival de Cannes “escorregou” em seus critérios, premiando a diretora Jane Campion.

    O tratamento dado em Cannes às mulheres não é excepcional. Todas as esferas da sociedade colocam a mulher em posição desfavorável, sendo subjugadas e exploradas; na grande maioria das vezes, tendo sua vida reduzida ao lar, à família.

    As mulheres, porém, encontram seus meios de resistir e se opor a essa ordem. O cinema é também uma ferramenta de denúncia da opressão da mulher. Os primeiros filmes que tratam de estupro, por exemplo, foram feitos por mulheres. Na França, os filmes feitos por mulheres são bastante divulgados, porém, representam somente 12% da produção nacional anual.

    O manifesto (veja http://labarbeacannes.blogspot.fr/) ainda expõe a selvageria masculina de Cannes, em tom sarcástico, “em 1976, as nádegas nuas de uma mulher foram homenageadas. Do que se queixam as nossas musas? Elas são celebrados por suas qualidades essenciais: a beleza, graça, leveza… Vamos evitá-las dos horrores da direção de uma equipe de filmagem, poupá-las do confronto doloroso com as limitações técnicas de um platô”. E concluem: “Às mulheres, bobinas de costura; aos homens, aquelas dos Irmãos Lumière”.

    O diretor geral do Festival de Cannes, Thierry Frémaux, declarou à imprensa nessa segunda-feira (14), “Nunca vamos escolher um filme simplesmente por ter sido feito por uma mulher”. Diante da grande repercussão que o manifesto causou, Frémaux procura desmoralizar a questão das mulheres. “A causa feminista deve ser defendida além de Cannes, que é uma ilustração do que é o cinema atual. Acusar o festival não resolverá estritamente nada”.

    De fato, essa situação não é exclusiva de Cannes, mas é lá que é mais sentida por essas mulheres, que atuam no ramo e onde esse tipo de problema aparece de maneira mais camuflada, recoberto de grande demagogia.

    fonte: http://advivo.com.br/

    Concorda? Assine a petição online: https://www.change.org/petitions/cannes-film-festival-where-are-the-women-directors#

  • ‘Nova Lei Rouanet’ terá edital para pequeno produtor e pontuação

    O projeto de lei que deve substituir a Rouanet pretende fortalecer o FNC (Fundo Nacional de Cultura) para descentralizar o fomento e o incentivo à cultura.

    O fundo patrocinará editais para produções culturais que não costumam ser atendidas pela renúncia fiscal, em especial aquelas de fora do eixo Rio-São Paulo.

    Para isso, o projeto de lei -chamado ProCultura- fixa mecanismos de capitalização do FNC (que contou com cerca de R$ 300 milhões em 2011). Um deles prevê que parte da renúncia fiscal vá direto para o fundo. Outro seria a destinação a ele de 5% da renda de loterias.

    O ProCultura também estabelece um sistema de pontuação -quanto mais contrapartidas sociais (como gratuidade do produto/serviço cultural, acessibilidade, difusão no exterior e ações educativas) houver, maior será o abatimento do IR, que pode ser de 30%, 50% ou 100% do montante investido.

    Os empresários que investirem em projetos que alcançarem pontuação equivalente a 30% e 50% de dedução poderão abater o valor total do investimento como despesa operacional, o que acarretará em mais descontos no final do processo.

    Já o percentual do imposto destinado pelas empresas para investimentos em shows, teatro e literatura, por exemplo, pode chegar a 6% do total do IR devido -atualmente, o teto é de 4%. O patrocinador que deduzir mais de 4% doará parte do excedente desse percentual ao FNC (veja ao lado).

    Outra novidade é o estímulo ao Ficart (Fundo de Investimento Cultural e Artístico), destinado a aplicações em projetos culturais e artísticos. Esse investimento garante dedução no IR de até 50% do valor das cotas adquiridas.

    O deputado Pedro Eugênio (PT-PE), relator do projeto, deve entregar o texto para a Comissão de Finanças da Câmara nas próximas semanas.

    Ele aguarda um estudo da Fazenda que calculará o impacto da eventual mudança na arrecadação de impostos.

    Paulo Pélico, vice-presidente da APTI (Associação dos Produtores Teatrais Independentes), afirma que, se o esquema de renúncia previsto for aprovado, haverá uma mudança positiva no financiamento cultural.

    “Nunca tivemos separação entre projetos independentes, públicos e corporativos. Depende, agora, de o governo aprovar. Se tirar uma peça desse quebra-cabeça, não vai funcionar”, diz ele.

  • Escola de cinema de Cuba chega ao Brasil

    A prestigiada Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba (EICTV) está expandindo sua área de atuação para outros países e o Brasil é a primeira parada.

    Após uma experiência teste em 2011, a EICTV se fixa em São Paulo com as atividades do programa Extramuros.

    A primeira delas é a criação de três cursos intensivos. O primeiro começa nessa segunda-feira (21), no centro cultural B_arco.

    Escrevendo para Atores, Atuando para Roteiristas será ministrado pela argentina Mônica Discépola, diretora de teatro e professora da Universidade de Buenos Aires.

    Em junho, a EICTV promoverá mais dois: Montagem Cinematográfica, com o argentino Alberto Ponce, e Roteiro para Curta-Metragem, da espanhola Yolanda Barrasa.

    Para Marcelo Müller, representante da escola e roteirista do filme “Infância Clandestina” –co-produção Brasil, Argentina e Cuba–, a troca de ideias pode ser uma saída para a internacionalização do cinema brasileiro. “A maior integração estimularia novos olhares na nossa cinematografia”, avalia ele,

    Não há planos para uma sede física da escola cubana no Brasil, mas a implantação do Extramuros renderá a publicação de livros editados a partir de aulas magnas e pode gerar uma nova mentalidade entre cineastas locais.

    “O problema de base é que a maioria dos produtores, diretores e roteiristas brasileiros não conhece e não está acostumada a trabalhar com gente de outros países”, reclama Müller. “A longa tradição de isolamento parece lentamente estar sendo quebrada”, diz o representante.

    Quem quiser entrar no programa precisará desembolsar R$ 2.000 pelo curso de duas semanas. “É muito caro trazer professores de nível do exterior e a quantidade de alunos é limitada”, explica o coordenador. “Um dos nossos objetivos é tentar diminuir o preço para que o curso seja mais acessível.”

  • BRDE tornou-se a instituição financeira oficial do FSA

    O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tornou-se a instituição financeira oficial do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o repasse de até R$ 500 milhões ao BRDE foi celebrado nesta segunda-feira (14/5), em Porto Alegre (RS), com a participação do governador Tarso Genro e do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz. Os recursos serão repassados ao longo de três anos.

    O objetivo do acordo é a contratação de projetos de produção e distribuição de obras audiovisuais para cinema e televisão no país. Ortiz apontou ainda que, a partir da nova lei da TV paga, o Fundo obtém um incremento “extraordinário, voltado para as novas operações visando à TV. Por extensão, o cinema também se beneficia”.

    O FSA foi lançado em dezembro de 2008 e tornou-se uma das principais ferramentas de fomento à indústria audiovisual nacional. Da parceria fechada no Palácio Piratini, resultarão novos 150 filmes e obras seriadas para a TV.

    Já a gestão do BRDE é composta por representantes dos três estados da Região Sul, mais o Mato Grosso do Sul. A instituição faz parte do sistema do BNDES.

    Cooperação – Com o governador Tarso Genro, Manoel Rangel, presidente da Ancine, além de representantes dos governos de Santa Catarina e do Paraná, Vitor Ortiz também tomou parte do fechamento do protocolo de cooperação entre a Ancine e o BRDE para a elaboração do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual para a Região Sul. O objetivo é construir um programa comum regional voltado para o fomento da produção cultural.

    http://www.culturaemercado.com.br/politica/setor-audiovisual-da-regiao-sul-recebe-r-500-milhoes-do-fsa/

  • INSCRIÇÕES PARA A 9ª EDIÇÃO DO CONCURSO DE ROTEIROS RUCKER VIEIRA

    A PARTIR DE 2 DE JULHO A 17 DE AGOSTO DE 2012, INSCRIÇÕES PARA A 9ª EDIÇÃO DO CONCURSO DE ROTEIROS RUCKER VIEIRA – AGORA COM TRÊS PRÊMIOS DE 80 MIL REAIS.

    A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), órgão vinculado ao Ministério da Educação, vem realizando desde 2003, através da sua Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte/Coordenação-Geral da Massangana Multimídia Produções, o Concurso de Roteiros para Documentários Rucker Vieira, com o objetivo de estimular a produção independente de audiovisual do Brasil.

    Em 2012, na sua 9ª Edição, o Concurso premiará, com o valor de 80 mil reais, cada um dos três projetos vencedores. A temática será Nordestes Emergentes e as inscrições estarão abertas no período de 2 de julho a 17 de agosto deste ano.

    O edital na versão eletrônica está disponibilizado no
    site da Fundaj (www.fundaj.gov.br) juntamente com os formulários necessários às inscrições dos projetos.

  • CURSO: “Assistência de Direção para Cinema e TV e Introdução à Continuidade”

    O curso acontecerá de 11 a 15 de junho, de segunda à sexta, das 8h30 às 12h30, na Famecos.
    Ministrante: Janaína Fischer

    Inscrições até dia 01 de junho!
    Abaixo seguem algumas informações, que também estão no site:
    http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/educon/index/extensao/curso?cd_curso=143

    Apresentação

    Dentro do contexto da produção audiovisual de ficção, é fundamental que haja pessoas cada vez mais preparadas nas funções de Assistente de Direção e de Continuísta, principalmente levando em conta a demanda do mercado por profissionais qualificados nestas áreas.

    Objetivo

    Proporcionar aos participantes os conhecimentos básicos sobre o papel do 1º Assistente de Direção numa equipe de ficção para Cinema e/ou Televisão, suas atividades e responsabilidades na pré-produção, na filmagem e eventualmente na pós produção. Introdução às técnicas de Continuidade.

    Programação

    O Assistente de Direção: questões teóricas e análise de situações práticas”
    Conteúdo programado: Apresentação de uma equipe de filmagem e as definições para a função de “Assistente de Direção”. Diferentes perspectivas de autores, dos alunos e de técnicos sobre o papel do Assistente. Etapas de execução de um filme: pré produção, filmagem e pós produção e o papel do assistente como “central de informações”. Apresentação de exemplos ilustrativos.
    “O Assistente de Direção na Pré-Produção”
    Conteúdo programado: As responsabilidades durante a pré-produção: análise técnica, plano de filmagem, coordenação das informações entre os departamentos, presença e organização da decupagem, promoção e acompanhamento das atividades do diretor (ensaios, visitas de locação, reuniões), previsão de tudo o que pode dar errado, decupagens especiais para cenas com pós produção. Exemplos ilustrativos de análises técnicas. Exercício proposto: começar a fazer uma análise técnica.
    “O Assistente de Direção na Filmagem (1)”
    Conteúdo programado: As responsabilidades durante a filmagem: as “12 horas”, as alterações no plano durante a filmagem, a relação com o/a 2o Assistente de Direção e com o/a Continuísta, a relação com todos os outros departamentos da equipe, a ponte entre a Direção e a Produção Executiva, a direção de cena dos figurantes, o ritmo do set de filmagem. Exercício proposto: inciar a organização de um cronograma a partir de uma análise técnica.
    “O Assistente de Direção na Filmagem (2) e na Pós-produção”
    Conteúdo programado: Continuação da aula anterior, análise de exemplos práticos de situações de filmagem. As responsabilidades do Assistente de Direção na pós-produção: material organizado, a entrega do “roteiro filmado”, relação de direitos autorais necessários, eventual produção de imagens para pós-produção (os cuidados com imagens a serem aplicadas sobre imagens filmadas). Exercício proposto: analisar um cronograma e as filmagens “fora de ordem”/introdução à continuidade.
    “O Continuísta: conceitos e técnicas”
    Conteúdo programado: o que faz um continuísta, o que ele precisa saber antes de decidir ser um; preparação e organização na pré-produção, relação com departamentos de maquiagem e figurino, organização de seus materiais. Na filmagem: materiais necessários, tipos de planilhas, organização das fotos e anotações, postura no set. A responsabilidade de ser a comunicação do set com a motagem, a preparação do “roteiro filmado” para a pós-produção. Retomada geral dos conceitos trabalhados nas 5 aulas.

  • IV CURTA NEBLINA – Festival Latino-Americano de Cinema

    Além de participarem filmes de ficção e documentais, este ano também participarão filmes de ANIMAÇÃO. Sempre com tempo máximo de 20 minutos, independente do ano de produção.
    Maiores informações: www.curtaneblina.blogspot.com