Categoria: NOTÍCIAS

  • SALA P. F. GASTAL DEDICA PEQUENA MOSTRA A ROMAN POLANSKI

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    No momento em que seu mais recente filme, Deus da Carnificina (Carnage), está em cartaz nos cinemas de Porto Alegre, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) realiza a partir de terça-feira, 17 de julho, uma pequena mostra dedicada ao grande diretor polonês, exibindo cinco de seus trabalhos, incluindo dois de seus títulos menos conhecidos, Macbeth e Que?. A mostra Cinco Vezes Polanski pode ser conferida em duas sessões diárias, 15h e 19h, e permanece em cartaz até o dia 29 de julho. As exibições são em DVD e contam com o apoio da distribuidora MPLC.

    Já na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue exibindo o longa gaúcho Alice Diz:, de Beto Rôa.
    No sábado, dia 21 de julho, o cinema da Usina do Gasômetro recebe a segunda edição da Sessão Aurora, promovida mensalmente pelos editores da nova revista de cinema Aurora. Na ocasião, será exibido o clássico Contrastes Humanos, de Preston Sturges.
    Programação
    A Faca na Água (Noz w Wódie), de Roman Polanski (Polônia, 1962, 94 minutos). Com Leon Niemczyk, Jolanta Umecka e Zygmunt Malanowicz.
    Christine é uma jovem atraente que ao lado de seu parceiro Andrzej, um colunista de esportes, passeia de carro quando um jovem pula na frente do automóvel do casal. Após o susto inicial, Andrzej oferece uma carona ao jovem e o convida para continuar o passeio em seu iate. É o início de um triângulo de atração, tensão e ódio conduzido com maestria pelas mãos de Polanski, recém-saído da famosa escola de cinema de Lodz, neste que é seu primeiro longa. Exibição em DVD.
    O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby), de Roman Polanski (EUA, 1968, 136 minutos). Com Mia Farrow, John Cassavetes e Ruth Gordon.
    Adaptação do romance bestseller de Ira Levin sobre casal novaiorquino que espera seu primeiro filho. Como a maioria das mulheres que são mães pela primeira vez, Rosemary (Mia Farrow) está confusa e receosa. Seu marido (John Cassavetes), um ambicioso mas malsucedido ator, faz um pacto com o demônio pela promessa de vencer na carreira. Mas tudo pode ser apenas imaginação da perturbada Rosemary. Polanski tira extraordinárias interpretações de todo o seu elenco (Ruth Gordon ganhou um Oscar por seu papel, como a assustadora vizinha), neste clássico do cinema de horror. Exibição em DVD.
    Macbeth (Macbeth), de Roman Polanski (EUA/Inglaterra, 1971, 140 minutos). Com Jon Finch, Francesca Annis e Martin Shaw.
    Macbeth, o herói de guerra escocês, é persuadido por sua esposa (Francesca Annis) a matar o Rei Duncan (Nicholas Selby) e tomar seu trono. Macbeth acaba se envolvendo em mais assassinatos e decadência moral para manter seu reinado, enquanto sua mulher se perde em sentimentos de culpa e loucura. Violenta e sombria adaptação da peça de William Shakespeare, que Polanski dirigiu ainda sob o impacto do assassinato de sua esposa Sharon Tate pelos fanáticos de Charles Mason. Exibição em DVD.
    Chinatown (Chinatown), de Roman Polanski. (EUA, 1974, 130 minutos). Com Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston.
    Jack Nicholson é o detetive J. J. Gittes, contratado por uma bela socialite (Faye Dunaway) para investigar o caso extraconjugal de seu marido. Gittes é colhido num furacão de situações dúbias e traições mortais, numa trama que envolve incesto e corrupção. Brilhante releitura de Polanski do filme noir americano, neste que é um de seus trabalhos mais bem sucedidos. Exibição em DVD.
    Que? (Che?), de Roman Polanski. (França/Itália/Alemanha, 1972, 115 minutos). Com Marcello Mastroianni, Sydne Rome e Hugh Griffith.
    Quando está viajando pela Itália de carona, Nancy (Sydne Rome), uma jovem mulher americana, está a ponto de ser violada. Consegue escapar mediante um teleférico, que leva diretamente à luxuosa mansão de Joseph Noblart (Hugh Griffith), um senhor idoso que está agonizando. O guarda a confunde com uma convidada e a instala num dos quartos. No dia seguinte, Nancy descobre os curiosos costumes dos estranhos personagens que estão alojados na mansão. Um dos grandes fracassos da carreira do diretor polonês, ainda hoje é seu filme menos visto. Exibição em DVD.
    GRADE DE HORÁRIOS
    Semana de 17 a 22 de julho de 2012
    Terça-feira (17 de julho)
    15:00 – A Faca na Água
    17:00 – Alice Diz:
    19:00 – Macbeth
    Quarta-feira (18 de julho)
    15:00 – Que?
    17:00 – Alice Diz:
    19:00 – Chinatown
    Quinta-feira (19 de julho)
    15:00 – A Faca na Água
    17:00 – Alice Diz:
    19:00 – O Bebê de Rosemary
    Sexta-feira (20 de julho)
    15:00 – Que?
    17:00 – Alice Diz:
    19:00 – Macbeth
    Sábado (21 de julho)
    15:00 – A Faca na Água
    17:00 – Sessão Aurora (Contrastes Humanos), seguida de debate com os editores da revista Aurora
    Domingo (22 de julho)
    15:00 – Que?
    17:00 – Alice Diz:
    19:00 – Chinatown
  • ESPM oferece minicurso sobre Economia da Cultura

    ESPM oferece minicurso sobre Economia da Cultura

    Curso Economia da Cultura: Teoria e Prática acontece entre os dias 16 e 19 de Julho, das 19h às 22h30, na ESPM (Rua Guilherme Schell, 350). O curso será ministrado por Leandro Valiati Pesquisador em Economia da Fundação de Economia e Estatística do RS (FEE‐RS), e tem como objetivos:

    • Instrumentalizar o aluno interessado em Economia da Cutura em: conhecer os principais autores dessa área de conhecimento;
    • compreender os conceitos fundamentais e sua aplicação prática;
    • identificar bases de dados e conhecer a dimensão do setor no Brasil;
    • conhecer as discussões mais atuais sobre políticas públicas e ações privadas para esse campo em uma perspectiva crítico-analítica.

    As inscrições podem ser efetuadas através do site da ESPM, na seção Cursos / Cursos de Férias.

    O investimento é de R$ 447,00. Para informações sobre formas de pagamento, acesse o link:www.espm.br/cursosdeferias

    Para mais informações, baixe o documento abaixo:

    Link: Programa do Curso de Férias – ECONOMIA DA CULTURA: TEORIA E PRÁTICA

  • 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

    Evento que celebra o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de Direitos Humanos no nosso continente.

    Realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras, desde 2011, a Mostra é apresentada em 26 capitais e no Distrito Federal: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

    Com curadoria de Francisco Cesar Filho, a programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que desde 2008 são também selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul promoveu homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias e aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator) e suas recentes retrospectivas históricas tiveram por tema “infância e juventude”, “iguais na diferença” e “direito à memória e à verdade”.

    Convocatória

    Prevista para os meses de outubro a dezembro de 2012, a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul abre chamada para receber trabalhos audiovisuais para análise de sua curadoria. O evento é voltado a obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2010 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como: direitos das pessoas com deficiência; população LGBT/enfrentamento da homofobia; memória e verdade; crianças e adolescentes; pessoas idosas; população negra; população em situação de rua; mulheres; Direitos Humanos e segurança pública; proteção aos defensores de Direitos Humanos; combate à tortura; democracia e Direitos Humanos; situação prisional.

    Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital. A Mostra não é competitiva, no entanto as obras mais votadas pelo público serão contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias curta, média e longa-metragem.

    A ficha de inscrição deve ser baixada no site da Mostra, preenchida, assinada e enviada por e-mail para: contato@cinedireitoshumanos.org.br. O DVD deverá ser enviado até 27 de julho de 2012 para:

    7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
    Cinemateca Brasileira
    Largo Senador Raul Cardoso nº 207
    São Paulo – S.P. – Brasil
    C.E.P. 04021-070

    Mais informações podem ser obtidas pelo telefone
    +55 11 3512.6111, ramais 211 e 235

  • LONGA BRASILEIRO SEGUE EM CARTAZ NA SALA P. F. GASTAL

    LONGA BRASILEIRO SEGUE EM CARTAZ NA SALA P. F. GASTAL

    A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) segue exibindo até domingo, dia 15 de julho, o longa brasileiro Mulher à Tarde, de Affonso Uchoa. Primeiro longa metragem do diretor, que é paulista mas vive em Minas Gerais, Mulher à Tarde participou da mostra competitiva do festival CineEsquemaNovo em 2011, onde teve sua primeira exibição na Sala P. F. Gastal. O filme acompanha o cotidiano de três jovens mulheres, que vivem juntas em uma grande cidade do Brasil, e atravessam momentos cruciais na vida.

    Filmado em Belo Horizonte, com um orçamento de curta-metragem, Mulher à Tarde foi criado em um regime diferenciado da maioria das produções: equipe reduzida, formada em grande maioria por amigos e com um período de ensaios e filmagem mais alongado, sem a intensidade e ritmo industrial dos sets habituais. O filme é focado nos gestos mínimos, sua atenção é depositada na beleza das ações e fatos cotidianos. Três personagens e um espaço comum são suficientes para pensar o mundo atual através da tensão entre a existência íntima das personagens e a cidade ao seu redor. Três jovens vivendo conjuntamente em uma grande cidade do Brasil. Cada uma com seu mundo próprio. Todas tendo de se dividir entre resolver a vida e cumprir as tarefas cotidianas.

    Mulher à Tarde foi exibido em diversos festivais como a 13ª Mostra de Tiradentes e o 29º Festival Internacional do Uruguai durante os anos de 2010 e 2011. Agora, chega aos cinemas, cumprindo uma etapa que poucos filmes independentes e de baixo orçamento alcançam no Brasil: ser colocado em cartaz à disposição do público de cinema. Para tanto, o diretor Affonso Uchoa preparou um esquema de distribuição independente, iniciado pelo Cinesesc de São Paulo, e que agora chega a Porto Alegre, na Sala P. F. Gastal. “É preciso romper essa barreira de obscuridade que o circuito comercial impõe à produção autoral brasileira e criar espaços para que os filmes mais arriscados possam ser vistos e apreciados como merecem, e a distribuição de Mulher à Tarde é mais uma iniciativa nesse sentido, a lutar para que o cinema brasileiro mais experimental possa chegar aos olhos e mentes das pessoas”, afirma Uchoa.

    Para o crítico Fábio Andrade, da revista eletrônica Cinética, um dos apectos mais interessantes do filme é sua relação com a pintura: “Mulher à Tarde parte da ideia de instante pregnante, que é tirada não exatamente do cinema, mas da pintura e da fotografia: o recorte de uma pose dentro de uma duração de instantes quaisquer, que é o momento que, idealmente, expressa a essência do que se dá nessa duração. Entrecortado por cartelas que parafraseiam os títulos descritivos tão comuns na pintura (Mulher com o sol sobre os joelhos; mulher deitadaetc), Mulher à Tarde usa o cinema para dar acesso justamente ao que está ausente das pinturas: a maneira como a sucessão de instantes quaisquer conduz à fixação de um deles como um instante pregnante. Ao fim de cada parte, a ação das personagens desemboca naquela que intitulava sua respectiva parte, e somos conduzidos a uma nova ação. O instante pregnante vem carregado por aquilo que antecede a pose, e é reconfigurado na migração da pintura para o cinema.”

    Mulher à Tarde pode ser conferido em duas sessões diárias, às 15h e 19h. Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal recoloca em cartaz o longa gaúcho Alice Diz:, de Beto Rôa.

    Contatos do diretor Affonso Uchoa para entrevistas:

    affonsouchoa@gmail.com

    Mulher à Tarde, de Affonso Uchoa. Brasil, 2010. Drama. Com Renata Cabral, Luísa Horta e Ana Carolina Oliveira. Duração: 82 minutos.

    GRADE DE HORÁRIOS

    Semana de 10 a 15 de julho de 2012

    Terça-feira (10 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde  

    Quarta-feira (11 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde  

    Quinta-feira (12 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde  

    Sexta-feira (13 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde

    20:30 – Raros Especial Sexta-feira 13

    Sábado (14 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde  

    Domingo (15 de julho)

    15:00 – Mulher à Tarde

    17:00 – Alice Diz:

    19:00 – Mulher à Tarde

    Assista ao trailer: http://vimeo.com/8543849

     

  • RAROS ESPECIAL DE SEXTA-FEIRA 13 APRESENTA PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS

    RAROS ESPECIAL DE SEXTA-FEIRA 13 APRESENTA PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS

    Nesta sexta-feira 13, às 20h30, o projeto Raros da Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro, 3° andar) apresenta o clássico gore oitentista Pavor na Cidade dos Zumbis (Paura nella Città dei Morti Viventi), do lendário diretor italiano Lucio Fulci. A sessão tem entrada franca e será comentada pelo jornalista Carlos Thomaz Albornoz.

    Na misteriosa cidade de Dunwich, um padre comete suicídio num antigo cemitério, desencadeando uma profecia que culminará com a abertura dos sete portais do inferno. No mesmo instante em Nova Iorque, durante uma sessão mediúnica, a jovem sensitiva Mary (Catriona MacColl) tem um colapso após ter visões de um futuro apocalíptico, onde os mortos retornam das regiões infernais para subjugar a terra. Auxiliada por Peter (Christopher George), um jornalista obstinado, Mary viaja para Dunwich na tentativa de evitar que a profecia se concretize.

    A partir de Pavor na Cidade dos Zumbis o diretor Lucio Fulci romperia com a narrativa tradicional para elaborar uma trilogia (com a presença de MacColl) onde a razão seria sobrepujada pela lógica de um universo onírico macabro. Essa atmosfera de pesadelo, em que a narrativa formal é substituída por uma estrutura delirante, seria complementada com os filmes A Casa do Além (L’Aldilà, 1981) e A Casa do Cemitério (Quella Villa Accanto al Cimitero, 1981).

    A imaginação é mais forte quando pressionada pelos horrores do inferno, declararia Fulci, um diretor acostumado a conduzir suas tramas orquestrando cenas impactantes onde o corpóreo e o metafísico coexistem gerando medo e estranheza em meio a absurdos banhos de sangue. Em Pavor na Cidade dos Zumbis o diretor extrapola o seu gosto por detalhes grotescos fornecendo ao espectador um festival de atrocidades amparado em um roteiro abstrato, repleto de situações que ilustram o seu descompromisso com a razão em prol do choque, numa recusa consciente das convenções formais da narrativa cinematográfica. No universo peculiar de Fulci é possível as pessoas agirem normalmente após uma insólita chuva de vermes, ou  uma garota vomitar os próprios intestinos, numa das cenas mais repugnantes do cinema gore dos anos 1980. A cena onde Giovanni Lombardo Radice, ator fetiche do cinema de horror italiano, tem sua cabeça transpassada por uma furadeira industrial, e a sequência em que Catriona MacColl é enterrada viva, auxiliam a justificar o fato de Fulci ser conhecido como o poeta da crueldade.

    Pavor na Cidade dos Zumbis (Paura nella Città dei Morti Viventi). Itália, 1980, cor, 93 minutos. Direção: Lucio Fulci. Com: Catriona MacColl, Christopher George, Carlo De Mejo e Giovanni Lombardo Radice. ENTRADA FRANCA.

  • TRÊS VEZES POR SEMANA NA 38ª EDIÇÃO DO CURTA NAS TELAS

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    O projeto Curta nas Telas apresenta, de 6 a 19 de julho de 2012, o curta-metragem gaúcho Três Vezes por Semana, de Cris Reque. Na primeira semana, as exibições ocorrem na Sala 2 do Espaço Itaú de Cinema/ Unibanco Arteplex, nas sessões das 14h40, 17h, 19h20 e 21h40, acompanhando o longa E aí Comeu?, de Felipe Joffily.  5a. feira dia 12 não haverá a sessão das 21h40.
    TRÊS VEZES POR SEMANA é o nono dos 12 filmes selecionados na 38ª edição do Curta nas Telas a entrar em exibição.

    Sílvia é uma senhora solitária que acumulou frustrações e mágoas durante a vida. A aula de hidroginástica é sua única diversão: as colegas, as conversas, os passeios. A mesmice do cotidiano parece eterna, até que ela se transforma.

    TRÊS VEZES POR SEMANA, de Cris Reque (15min, 35mm, 2011)
    PRÊMIOS: 
    Melhor montagem no 39º Festival de Cinema de Gramado 2011 da Mostra Gaúcha.
    Melhor interpretação para Irene Brietzke e Melhor roteiro no 19º Festival Mix Brasil – Mostra Competitiva Brasil 2011.
    Melhor direção de arte no 2º Close Festival, Mostra Competitiva 2011.
    Ficha Técnica:
    Direção e roteiro: Cris RequeProdução Executiva: Karine Emerich

    Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

    Direção de Arte: Valeria Tovar Verba

    Montagem: Alfredo Barros

    Trilha Sonora: Flu

    Edição de som e Mixagem: Cristiano Scherer

    Arte gráfica: Allan Sieber

    Produção: Cris Reque e Karine Emerich

    Elenco: Irene Brietzke, Marley Danckwardt, Ida Celina, Áurea Baptista, Darlene Glória, Patricia Soso, Fábio Rangel, Lúcia Panitz e Thiago Feldmann.

    Assistente de Direção: Janaina Fischer

    Direção de Produção: Jeanine Fornari

    Produção de Elenco: Simone Butelli

    Figurinista: Adriana Borba

    Produção de figurinos: Gina O´Donnell

    Som direto: Rafael Rodrigues

    Still: Tiago Coelho

    Assessoria de imprensa: Mariele Salgado Duran

     

    Financiamento: 11º. Prêmio IECINE

    Realização: Modus Produtora de Imagens

    Produtoras associadas: Contra Filmes e pH7 Filmes

     Sobre o Curta nas Telas
    O projeto Curta nas Telas é fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Sindicato das Empresas Exibidoras do Rio Grande do Sul e a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul e Brasileira de Documentaristas (APTC – ABD/RS). O objetivo do projeto é divulgar a produção nacional de curtametragens, exibindo, no circuito de cinemas de Porto Alegre, os filmes selecionados. Em 37 edições, foram exibidos 257 curtas de todo o Brasil. Em 2011, o Curta nas Telas celebrou, com orgulho, 15 anos de existência, sedimentando sua importância na difusão do curtametragem nacional. Uma longevidade alcançada, principalmente, graças à excelência do audiovisual brasileiro.
  • RELATO SOBRE O ENCONTRO DAS ENTIDADES DO SUL

    RELATO SOBRE O ENCONTRO DAS ENTIDADES DO SUL

    Curitiba, 11 de julho de 2012

    Participantes:

    Nome / Órgão/entidade

    Glauber Piva / ANCINE

    Renato de Melo Viana / BRDE

    Rodrigo A. Camargo / ANCINE

    Matheus Munhoz / BRDE

    Daniel V. Mattos / ANCINE

    Vera Carvalho / BRDE

    Armando Castro Filho / ANCINE

    Maurício Mocelin / BRDE

    Marcos A. Cordiolli / ANCINE

    Letícia Restano / BRDE

    Ralf Cabral Tambke / SANTACINE

    Lisiane Astarita / BRDE

    Salete Sirino / AVEC-PR

    Paulo R. Munhoz / SIAPAR

    Jaime Lerner / FUNDACINE / APTC/ABD-RS

    Rodrigo R. M. Martins / SIAPAR

    Fernando Severo / Diretor do MIS/PR, representando a Secretaria de Cultura – PR

    Relato:

    Foi realizada reunião no dia 11 de julho de 2012, das 14h às 17h, no escritório do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, localizado na cidade de Curitiba/PR, em decorrência do protocolo de cooperação celebrado entre a ANCINE e o BRDE, visando a constituição de Programa de Desenvolvimento Audiovisual para a Região Sul.

    A reunião deu seqüência às discussões iniciadas em 31 de maio de 2012, em reunião entre representantes da ANCINE e do BRDE, ocorrida na sede do banco na cidade de Porto Alegre/RS, integrando na presente ocasião, representantes das entidades do setor audiovisual nos Estados da região Sul do país.

    A pauta da reunião estabelecia os seguintes pontos para discussão:

    1) Apresentação do Protocolo de Cooperação celebrado entre a ANCINE e o BRDE para elaboração do Programa de Desenvolvimento Audiovisual (PPD) para a Região Sul;

    – Objetivos e assuntos;

    – Disciplinas;

    – Procedimentos;

    – Cronograma;

    2) Exemplos de Modalidades de operação e financiamento

    3) Apresentação do mapeamento elaborado pela Ancine e BRDE sobre as instituições e empresas localizadas na região Sul e suas atividades.

    4) Apresentação de modelo de roteiro de perguntas para empresas do setor.

    5) Definição dos atores, funções e atribuições;

    6) Discussão sobre as prioridades, diretrizes e linhas de ação do PPD-Sul;

    A reunião foi aberta pelo presidente do BRDE, dr. Renato de Mello Vianna, que explanou sobre a participação do BRDE e a importância do audiovisual para a região Sul. Em seguida, o diretor da ANCINE Glauber Piva destacou em sua fala a atual conjuntura do setor audiovisual à luz da Lei 12.485/11.

    Após a abertura, foi iniciada a apresentação do (1) Protocolo de cooperação, das (2) possibilidades de modalidades de operação e financiamento e do (3) mapeamento das empresas e instituições da Região Sul, conforme apresentação anexa a esta ata.

    Ao longo da apresentação os participantes foram apresentando questionamentos e temas para discussão. Encerrada a apresentação foi aberta a palavra para os representantes das instituições do setor audiovisual.

    Buscou-se esclarecer o espírito do programa, sua abordagem sistêmica, o foco em TV e o leque de instrumentos possíveis. Essa abordagem teve boa recepção e os representantes comprometeram-se em fazer sugestões de ações específicas a partir de iniciativas já existentes, além de complementar os dados do diagnóstico e o levantamento de parceiros potenciais.

    Os representantes manifestaram preocupação quanto a um possível condicionamento da ação do FSA à parceria com os poderes executivos locais. Há incertezas em relação ao comprometimento dos governos estaduais com o financiamento do setor. O problema seria uma tendência à constante quebra da continuidade dos programas existentes.

    I. DESAFIOS E DEMANDAS

    Dentre os principais desafios para o desenvolvimento da atividade audiovisual, foram destacados os seguintes segmentos e ações:

    A) Desenvolvimento de projetos: Segundo os representantes de classe presentes, a carência na atividade de desenvolvimento de projetos gera uma tendência à coprodução com produtores do eixo SP-RJ e no exterior. Há grande dificuldade de financiar adequadamente a atividade de desenvolvimento.

    Desenvolvimento de projetos é uma atividade que, no entendimento do grupo, inclui plano de negócios, desenvolvimento de formatos, formação de produtores executivos, e gestão  empresarial, de forma a reunir todas as condições necessárias para a realização e o financiamento do projeto.

    Essa atividade pode desenvolver-se através da articulação com os programadores e, nesse ponto, o desafio seria como profissionalizar a atividade de comissionamento (comission editor).

    Também foi discutida a necessidade de cursos de roteiro (ex: Argentina – embora tenha curso demais, desembocando muitos roteiristas na atividade além da demanda).

    Capacitação – No Paraná, as instituições geraram cursos a partir da própria demanda da atividade de produção (“investimento âncora”). Esse argumento fundamentou argumentação no sentido de que é a continuidade da atividade de produção independente que mantém a motivação e aquecimento dessa atividades complementares, ou seja, de que a produção deveria continuar sendo o foco principal da atividade de fomento.

    B) Produção: Além da argumentação da necessidade de indução de demanda para a atividade audiovisual, outro desafio apontado para a produção foi de como realizar a migração de produtos do cinema para TV? De que forma os recursos do Fundo poderiam induzir a produção de TV na região?

    Foi apontada ainda a dificuldade de se captar pela Lei do Audiovisual, sendo sugerida uma pesquisa sobre o motivo das empresas da região não aplicarem os recursos em projetos audiovisuais.

    Modelo de rentabilização: há dificuldade em rentabilizar um programa para uma emissora. Apresenta-se então o desafio de pensar linhas de investimento retornáveis possivelmente através da venda dos projetos para várias Tvs – criar meios de levar os projetos para outros agentes. Fomentar ações não só para produção, mas para distribuidoras e exibidores (agente) desde a concepção do projeto.

    C) exibição/difusão: No segmento de exibição/difusão das obras audiovisuais, apontou-se a dificuldade de envolver programadores e principalmente emissoras na proposta devido à resistência histórica destas à produção independente e sua subordinação à cabeça de rede.

    Citada como a única TV que tem mostrado disposição para exibição de produção independente (como a exibição de curtas), a RBS  teria uma posição rígida como a matriz (Tv Globo) em relação à gestão de direitos sobre as obras e seus elementos derivados. Uma alternativa seria aumentar o peso da participação da TV pública e induzir outras emissoras a participar do Programa.

    Em relação à RBS de Santa Catarina, chamou-se atenção para o fato de que, excetuando-se a programação que vem da TV Globo, o segundo, terceiro e quarto programas mais assistidos são produções catarinenses, o que demonstraria que o público da região constitui uma reserva de demanda reprimida por produção independente local.

    Na área de exibição cinematográfica, alertou-se para a fragilidade do parque exibidor na região Sul. Foi lembrado pelos representantes da Ancine que dentro do Programa Cinema Perto de Você, há o eixo do Projeto Cinema da Cidade, que poderia atuar no apoio à estruturação de salas de cinema em municípios de até 100.000 habitantes.

    Seria positivo convencer as emissoras/programadores do potencial de retorno financeiro (audiência/publicidade) com a produção independente.

    D) Consumo – Discutiu-se a força do mercado consumidor de produtos audiovisuais na região, que seria forte, mas consome produtos estrangeiros. Como desafio foi colocada questão de como fomentar o consumo local da produção também local.

    Foi apontada ainda a falta de verba para mídia e divulgação – dificuldade em formar platéias.

    E) Coprodução internacional: Foi relatada grande dificuldade em concretizar co-produções internacionais bem-sucedidas devido a diversos fatores dentre os quais está a assimetria de informação (como verificar a idoneidade dos parceiros estrangeiros) e a crise econômica européia, que leva o co-produtores europeus a apropiar-se da maior parte do excedente produzido pelo acordo.

    Não há “escala” de produção que sustente a alta exigência de recursos para advogados, viagens, etc, para investimento em coproduções, pois estas operações são custosas em burocracia e questões jurídicas.

    Uma alternativa seria fomentar encontros entre potenciais co-produtores e a criação de laboratórios de coprodução, seguindo exemplo do que ocorre durante o festival FAM/SC

    II. OUTRAS AÇÕES SUGERIDAS

    De forma geral, foi apontada a necessidade da construção de ações consistentes/estruturantes, que possuam um impacto multiplicador nas diversas etapas da cadeia econômica, em contraposição à pulverização de pequenas ações, e que permitam criar linhas independentes do financiamento estadual.

    Além das ações de capacitação e desenvolvimento e de uma grande ação estruturante que procure estimular a produção, articulada com o elo de exibição, foram sugeridas outras ações, tais como:

    a) laboratório avançado de capacitação com as TVs públicas:

    – o que é um formato, como registrar

    – o que é uma bíblia (animação)

    b) edital de pilotos – Uma vez que é característico nesse mercado que se produzam diversos para que apenas uma parte vire séries efetivamente produzidas.

    c) Projetos multiplataformas – Frisou-se a necessidade de desenvolver programadores locais para criar um mercado comprador de produção independente que tenha um modelo econômico diferente das emissoras e programadoras dominantes hoje.

    SAPIENS-SC – Esse programa foi citado como exemplo de modelo de desenvolvimento de projetos para a inovação que poderia beneficiar-se de uma ação do Fundo para adaptar suas atividades ao audivovisual. Da mesma forma, citou-se o programa TECNA – Centro Tecnológico Audiovisual do RS (PUC-RS) como um polo potencial de inovação.

    III. TAREFAS

    a) Complementar o mapeamento das empresas do setor audiovisual localizadas na região Sul;

    b) Mapear os pólos e arranjos produtivos locais;

    c) Iniciar a prospecção junto às emissoras e programadoras de TV da região (identificação empresas / programas independentes existentes / demanda programação / recursos disponíveis);

    d) Iniciar diálogo com governos estaduais e municipais (histórico de programas e ações: editais / leis / recursos orçamentários);

    e) Aplicação de formulário – Será reavaliado o modelo de formulário em função do levantamento já realizado pela Fundacine/RS.

    Estabeleceu-se, a princípio, a data de 6 de agosto de 2012 para a realização de uma nova reunião do Grupo de Trabalho, em Porto Alegre/RS. Desta forma, as tarefas elencadas acima devem ser realizadas no período entre 16 de julho e 3 de agosto.

    Curitiba, 11 de julho de 2012.

    Responsáveis pela elaboração da ATA:

    Daniel Mattos / Rodrigo Camargo

    **********

    QUESTIONÁRIO – EMPRESAS PRODUTORAS AUDIOVISUAIS

    Questionário facultativo às empresas produtoras do setor audiovisual da região Sul do país, para fins de mapeamento da produção atual, das fontes de financiamento locais e das demandas do setor.

    1 – DADOS DA EMPRESA

    Razão Social:

    CNPJ:

    Registro na Ancine:

    Nível de Classificação na Ancine, caso possua:

    Cidade/UF (Sede):

    Possui Filiais? ( ) Sim ( ) Não

    Em que locais? (Cidade/UF)

    Data da fundação:

    Responsável pelas informações/cargo:

    Ramo de Atividade

    Segmento / % do faturamento (aproximado)

    ( ) cinema

    ( ) TV

    ( ) publicidade

    ( ) institucional

    ( ) outros: __________

    2 – DADOS CORPORATIVOS

    Em relação à indústria audiovisual local, aponte os principais desafios encontrados por sua empresa:

    ( ) Equipamento Técnico

    ( ) Capacitação Artística

    ( ) Capacitação Técnica

    ( ) Capacitação Empresarial

    ( ) Recursos financeiros

    ( ) Custo local produção

    ( ) Distribuição do conteúdo produzido

    ( ) Contatos internacionais

    ( ) Contatos nacionais

    ( ) Desenvolvimento e Formatação de Projetos

    ( ) Parceria com a televisão

    ( ) Outros: __________

    Quais temas gostaria que fossem abordados em ações de capacitação?

    ( ) Gestão empresarial

    ( ) Modelos de negócio

    ( ) Legislação/Regulamentação audiovisual

    ( ) Formatação de Projetos

    ( ) Desenvolvimento de roteiros

    ( ) Produção para televisão

    ( ) Fontes de financiamento (incluindo FSA)

    ( ) outras: __________

    3 – DADOS SOBRE O FINANCIAMENTO À PRODUÇÃO LOCAL

    3.1 Fomento Federal

    Já realizou projetos por meio de mecanismos de fomento federais?

    A captação de recursos ocorreu por quais mecanismos?

    ( ) FSA

    ( ) Editais Ancine

    ( ) Editais MinC

    ( ) Lei do Audiovisual

    ( ) Lei Rouanet

    ( ) Art. 39 – MP 2.228/01

    ( ) Funcines

    ( ) Outros: __________

    3.2 Financiamento – Estadual e municipal

    Apoio obtido junto à financiamentos estaduais e municipais

    Ano / Qtd. projetos / R$

    Estaduais / UF: Leis / Editais

    Municipais / Cidade: Leis / Editais

    3.3 Financiamento/Licenciamento – TVs locais

    TV (emissora/programadora) / Ano / Produção / Qtd. projetos / Orçamento total (R$) / Financiamento à produção TV (R$) / Licenciamento TV (R$)

    4 – CURRÍCULO COMPLETO (últimos 10 anos)

    O currículo poderá ser enviado em outro modelo, sendo importante constar o número do CPB ou CRT das obras produzidas.

    4.1 – Obras produzidas

    Título / CPB / CRT / Destinação (cinema/TV/outras Mídias) / Formato / Gênero / Duração total / Capítulos (caso obra seriada) / Distribuidora ou TV / Ano produção / Ano exibição / Orçamento executado / Captação efetivada – Estadual/Municipal / Edital / Lei / Recursos TV

    4.2 – Projetos em andamento

    Título / Destinação (cinema/TV/outras Mídias) / Formato / Gênero / Duração total / Capítulos (caso obra seriada) / Distribuidora ou TV / Ano produção (previsto ou realizado) / Ano exibição (previsto) / Orçamento previsto / Captação efetivada – Estadual/Municipal / Edital / Lei / Recursos TV

  • DOCUMENTARISTAS E CURTA-METRAGISTAS PODERÃO INSCREVER SEUS FILMES ATÉ O DIA 27 DE JULHO NO FESTIVAL DE CINEMA DE PUEBLA!

    O Festival Internacional de Cinema de Puebla (FIC – Puebla), a ser realizado entre 21 e 29 de setembro na cidade mexicana, recebe curtas (até 30 minutos) e documentários (até 120 minutos) de todas as partes do mundo e com temática livre, para seleção. A data limite para o envio dos trabalhos é 27 de julho.
    Cada realizador pode concorrer com quantos filmes desejar, desde que finalizados a partir de 2010. Além de completar a ficha de inscrição publicada no site oficial do festival, o participante deve subir seu filme utilizando a plataforma Movibeta ou enviar o material por correio. Legendas em espanhol devem ser incluídas em filmes falados em idioma diferente.
    O Comitê de Seleção de filmes participantes é composto por profissionais do setor audiovisual, definidos pela organização do FIC – Puebla 2012. O festival é composto por nove seleções oficiais: Curta-Metragem Poblano; Curta-Metragem Universitário; Curta-Metragem de Animação; Curta-Metragem Mexicano; Curta-Metragem Estrangeiro; Curta-Metragem Documentário; Documentário Estrangeiro; Documentário Mexicano e Obra-prima Digital (apenas para mexicanos). Com exceção das indicadas, todas as categorias aceitam filmes internacionais.

    http://www.fundacine.org.br/eventos/68/documentarios-e-curtas-metragens-podem-ser-inscritos

  • “Tive muito mais repercussão e força lá fora”, afirma diretora Júlia Murat

    Estreante em ficção com o premiado “Histórias que Só Existem Quando Lembradas”, cineasta ataca sistema de produção no Brasil e reconhece que fez um “filme de festival”

    Marco Tomazzoni

    Júlia Murat no Festival de Toronto, no ano passado

    Um pequeno filme independente brasileiro vem chamando a atenção no exterior. Com passagem por mais de 40 festivais, como Veneza e Toronto, e 28 prêmios no currículo, “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” se converteu na mais laureada produção nacional desde “Central do Brasil”. Em cartaz atualmente em países diversos como Holanda, Polônia, França e Estados Unidos, o longa-metragem estreou no Brasil neste final de semana em circuito acanhado, com cópias em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

    “Estou um pouco frustrada”, comentou ao iG a diretora Júlia Murat, 33 anos e grávida de oito meses, que debuta em longas de ficção com “Histórias…”. “Sabia desde o início que isso ia acontecer, o processo do filme foi esse. Consegui dinheiro lá fora e não no Brasil. Fui recusada pelo Festival de Brasília e entrei em Veneza. Era muito claro que eu teria muito mais repercussão e força lá fora, por mais contraditório que isso possa parecer, do que aqui. O Brasil hoje está voltado para cinema comercial. Há muito dinheiro, só que quase todo é colocado nas mãos de pouquíssimas produtoras que fazem filmes comerciais. A distribuição é quase igual. Esse é panorama que se tem hoje, está muito difícil fazer um filme que fuja disso.”

    A ideia para o projeto surgiu em 1999, quando Júlia fazia assistência de direção para a mãe, Lúcia Murat, em “Brava Gente Brasileira”. Nas filmagens na localidade de Forte Coimbra, no Mato Grosso do Sul, a equipe descobriu que o cemitério local estava fechado há dez anos e os moradores que morriam precisavam ser enterrados em Corumbá, a sete horas de distância.

    A imagem do cemitério trancafiado deu origem a um argumento calcado no realismo mágico, trabalhado durante anos, primeiro num curso no roteiro, depois em um workshop em Madri e, por fim, ao lado de Maria Clara Escobar e Felipe Sholl. No meio do caminho, Júlia dirigiu o documentário “Dia dos Pais” (2008), na verdade um laboratório para as filmagens da ficção, servindo para estudar locações e os diálogos de comunidades perdidas no interior brasileiro.

    Festival do Rio: Filha de Lúcia Murat estreia na direção com “Histórias que Só…”

    Com dificuldades para captar recursos no Brasil, Júlia conseguiu apoio primeiro na Argentina, através da produtora e diretora Julia Solomonoff, assistente de Walter Salles em “Diários de Motocicleta”. “É interessante que o instituto de cinema argentino (o INCAA, equivalente à Ancine no Brasil) tenha colocado dinheiro no filme. É raro, especialmente para um primeiro filme”, disse Júlia, que escalou profissionais argentinos (como o diretor de fotografia Lucio Bonelli) para formalizar a coprodução.

    Da França, vieram Marie-Pierre Macia e Juliette Lepoutre, velhas conhecidas de Lúcia Murat. Produtora de filmes premiados como “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, e consultora do romeno “4 Meses, Três Semanas e 2 Dias”, ganhador da Palma de Ouro, Marie-Pierre foi por muito tempo curadora da Quinzena dos Realizadores, mostra paralela de Cannes. Tamanha experiência no meio foi fundamental para que “Histórias…”, segundo Júlia, circulasse mundo afora.

    “Sem dúvida nenhuma o filme deslanchou internacionalmente por causa das francesas, elas conhecem muita gente”, contou a diretora. “Espero que tenha uma qualidade do filme envolvida nisso (risos), pelo menos nos prêmios não tiveram influência nenhuma, mas elas conseguiram colocar o filme em Veneza, Toronto e San Sebastián, por exemplo.”

    “Filme de festival”

    Júlia também tem claros os motivos pelos quais “Histórias…” tem sido tão bem aceito. Em primeiro lugar, por sua temática universal, que poderia acontecer em qualquer lugar do mundo – a trama enfoca uma comunidade esquecida no interior do Brasil, composta basicamente por idosos, cuja rotina é interrompida pela chegada de uma jovem mochileira.

    Júlia Murat com o ator Luiz Serra no set do filme

    Além disso, a diretora admitiu que o longa, mesmo não intencionalmente, tem jeito de “filme de festival”. “É inevitável que esses cineastas da moda acabem influenciando o cinema que é feito hoje”, explicou ela, que assumidamente se inspirou nos trabalhos de Jia Zhang-Ke, Hirokazu Kore-eda e Carlos Reygadas, entre outros realizadores, todos laureados mundo afora. “Os cineastas que me influenciaram sem dúvida nenhuma se relacionam com a moda de festival atualmente.”

    “Ao mesmo tempo”, acrescentou, “os festivais hoje estão procurando novos realizadores, querem descobrir pessoas. É muito mais fácil entrar num festival com seu primeiro ou segundo filme, ganhar e virar notícia, do que com um terceiro filme. O terceiro filme hoje é o mais complicado de todos.”

    De volta ao Brasil, Júlia Murat passou com “Histórias…” pelo Festival do Rio e Mostra de São Paulo. Amparada pela Vitrine Filmes, distribuidora que se tornou um oásis para o cinema autoral feito no país, a cineasta demonstrou desgosto para com o circuito exibidor nacional. “O que é muito triste é que a gente tem recebido notícias de que exibidores encaram o filme como algo absolutamente difícil e que vai não dar público – o que é muito doido, porque a gente já ganhou quatro prêmios de júri popular.”

    Crítica: “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” experimenta com fantástico

    “Se tem uma mentalidade muito ruim no Brasil hoje de que se sabe qual é o mercado, quem é o público, como ele funciona e o que quer ver. Isso faz com que não se inove nunca. Acho que precisamos quebrar esse círculo maléfico. É um pouco burro para o cinema brasileiro, porque até o próprio cinema comercial vai precisar se repetir de alguma maneira para manter essa lógica.”

    fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2012-07-09/tive-muito-mais-repercussao-e-forca-la-fora-afirma-diretora-julia-murat.html

     

  • SAv/MinC torna pública a lista de projetos pré-selecionados

    A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) torna pública a lista dos projetos pré-selecionados para a etapa de Seleção do Edital de apoio à produção de obras audiovisuais cinematográficas inéditas, de ficção, de baixo orçamento e dos projetos classificados para a etapa de Seleção do Edital de apoio ao desenvolvimento de roteiros cinematográficos, inéditos, de ficção, para roteiristas estreantes.

    Os resultados foram divulgados nas portarias nº 89, de 3 de julho de 2012 e nº 90, de 3 de julho de 2012, publicadas no Diário Oficial da União de 5 de julho de 2012, Seção 1, Páginas 20.

    Projetos pré-selecionados no Edital de apoio à produção de obras audiovisuais cinematográficas inéditas, de ficção, de baixo orçamento:

    – A ESPERA DE LIZ
    – A ESTRADA
    – ALTO DA BRONZE
    – BESTIÁRIO
    – BIG JATO
    – BREGA NAITE
    – CELULARES
    – CIDADE; CAMPO
    – CLARISSE (OU ALGUMA COISA SOBRE NÓS DOIS)
    – DOMINGO
    – MÃE SÓ HÁ UMA
    – NERDS VERSUS ZUMBIS
    – O BANQUETE
    – SINUCA EMBAIXO DÁGUA
    – VALEU BOI!
    – VOLTANDO PARA CASA

    Projetos classificados no Edital de apoio ao desenvolvimento de roteiros cinematográficos, inéditos, de ficção, para roteiristas estreantes:

    – A ESPOSA, A AMANTE, O DETETIVE, O MECÂNICO… OU OS TENTÁCULOS DO ANÃO
    – A MENINA, A FLOR E A MORTE
    – ALBERTO
    – AMANTES CÓSMICOS
    – AO OESTE
    – AS CRIANÇAS ESTÃO DE VOLTA
    – ASSIM FALOU ARTHUR MILLER
    – BRASIL, PAÍS DO FUTURO
    – CANTO CALADO
    – CARTAS EXPEDICIONÁRIAS
    – ENTRENCONTROS
    – GABRIEL E A MONTANHA
    – O DIA DA NOIVA
    – O MOTEL
    – O REI DE BRASÍLIA
    – PÉ DE GUERRA
    – POLIDORO
    – SONHOS
    – TERQUÍDIA
    – TERRA VERMELHA
    – YKAMIABAS

    As informações completas a respeito dos editais, e todos os documentos publicados podem ser acessados na página de Fomento da Secretaria do Audiovisual.