Saiba tudo sobre a APTC-RS!
Leia o livro APTC, 25 anos: eles só queriam fazer seu próximo filme, organizado por Carlos Scomazzon (Casa Verde, 2011) pelo link:

Saiba tudo sobre a APTC-RS!
Leia o livro APTC, 25 anos: eles só queriam fazer seu próximo filme, organizado por Carlos Scomazzon (Casa Verde, 2011) pelo link:
O Cinema do Brasil convida a todos para participarem da Assembleia Geral que será realizada em três cidades até o final deste mês: Rio de Janeiro (18/6), São Paulo (22/6) e Porto Alegre (25/6).
No encontro, será apresentando o plano inicial de trabalho e as atividades previstas para os próximos dois anos. O objetivo do encontro é discutir cada uma das propostas com os associados, uma vez que o novo convênio com a Apex-Brasil, nosso principal parceiro, será renovado em breve.
Em Porto Alegre, também haverá a apresentação dos resultados da Missão de Prospecção na Alemanha, que teve o objetivo de mapear o mercado cinematográfico do país e indicar as possibilidades de negócios com empresas alemãs. O relatório é o mesmo que já foi apresentado aos associados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para participar dos encontros, pedimos que os representantes das empresas acessem o link abaixo para efetuar a inscrição:
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGg0Tm1xbk5FT3BzMEFxRWozcmViVmc6MQ
SERVIÇO
Rio de Janeiro
Data: 18 de junho
Horário: 15h
Local: Auditório da ANCINE – Avenida Graça Aranha, 35 – Centro
São Paulo
Data: 22 de junho
Horário: 10h30
Local: MIS – Avenida Europa, 158 – Jardim Europa
Porto Alegre
Data: 25 de junho
Horário: 19h30
Local: PUCRS – Avenida Ipiranga, 6681- Prédio Tecnopuc
Você pode conferir o making of do filme, com Cláudio Assis falando sobre sua ideia de fazer do cinema uma arte conjunta, da importância de motivar uma equipe para que todos se sintam parte do projeto.
Febre do Rato promete ser um grande destaque nas salas alternativas. Como a maioria dos trabalhos de Cláudio Assis são produções independentes, raramente chegam às grandes redes de cinema. Mas ainda pode haver uma forma de mais pessoas assistirem ao filme. Com Amarelo Manga, o diretor promoveu uma mostra que custava R$ 1,00 por pessoa e com isso conseguiu juntar 13.000 espectadores. Quem sabe não há uma nova mobilização desse tipo com Febre do Rato? Quanto mais pessoas assistirem, mais longe chega a mensagem.
O grupo feminista La Barbe publicou no dia 12 de maio o manifesto “Cannes 2012: um homem é um homem”. O documento, assinado por mais de 1.300 mulheres, entre elas cineastas e atrizes conhecidas, denuncia o descaso com que o Festival de Cannes trata o trabalho sério de cineastas.
No manifesto, a denúncia é clara: “O Festival de Cannes 2012 permite que Wes, Jacques, Leos, David Lee, Andrew, Matteo, Michael, John, Im Hong, Abbas, Ken, Sergei, Cristian, Yousry, Jeff, Alain, Carlos, Walter Ulrich, Thomas demonstrem mais uma vez que “os homens amam a profundidade nas mulheres, mas somente em seu decote”. A frase faz referência direta ao ano em que o trabalho de 22 homens foram selecionados para concorrer aos prêmios da 63ª edição do festival e que, entre as figuras homenageadas nos filmes está Marylin Monroe. Ou seja, nada do que foi elaborado pelo esforço de mulheres selecionado; mas Marylin Monroe, um símbolo da sensualidade está entre as figuras homenageadas do evento.
Somente uma vez, em 1993, o Festival de Cannes “escorregou” em seus critérios, premiando a diretora Jane Campion.
O tratamento dado em Cannes às mulheres não é excepcional. Todas as esferas da sociedade colocam a mulher em posição desfavorável, sendo subjugadas e exploradas; na grande maioria das vezes, tendo sua vida reduzida ao lar, à família.
As mulheres, porém, encontram seus meios de resistir e se opor a essa ordem. O cinema é também uma ferramenta de denúncia da opressão da mulher. Os primeiros filmes que tratam de estupro, por exemplo, foram feitos por mulheres. Na França, os filmes feitos por mulheres são bastante divulgados, porém, representam somente 12% da produção nacional anual.
O manifesto (veja http://labarbeacannes.blogspot.fr/) ainda expõe a selvageria masculina de Cannes, em tom sarcástico, “em 1976, as nádegas nuas de uma mulher foram homenageadas. Do que se queixam as nossas musas? Elas são celebrados por suas qualidades essenciais: a beleza, graça, leveza… Vamos evitá-las dos horrores da direção de uma equipe de filmagem, poupá-las do confronto doloroso com as limitações técnicas de um platô”. E concluem: “Às mulheres, bobinas de costura; aos homens, aquelas dos Irmãos Lumière”.
O diretor geral do Festival de Cannes, Thierry Frémaux, declarou à imprensa nessa segunda-feira (14), “Nunca vamos escolher um filme simplesmente por ter sido feito por uma mulher”. Diante da grande repercussão que o manifesto causou, Frémaux procura desmoralizar a questão das mulheres. “A causa feminista deve ser defendida além de Cannes, que é uma ilustração do que é o cinema atual. Acusar o festival não resolverá estritamente nada”.
De fato, essa situação não é exclusiva de Cannes, mas é lá que é mais sentida por essas mulheres, que atuam no ramo e onde esse tipo de problema aparece de maneira mais camuflada, recoberto de grande demagogia.
fonte: http://advivo.com.br/
Concorda? Assine a petição online: https://www.change.org/petitions/cannes-film-festival-where-are-the-women-directors#
A prestigiada Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba (EICTV) está expandindo sua área de atuação para outros países e o Brasil é a primeira parada.
Após uma experiência teste em 2011, a EICTV se fixa em São Paulo com as atividades do programa Extramuros.
A primeira delas é a criação de três cursos intensivos. O primeiro começa nessa segunda-feira (21), no centro cultural B_arco.
Escrevendo para Atores, Atuando para Roteiristas será ministrado pela argentina Mônica Discépola, diretora de teatro e professora da Universidade de Buenos Aires.
Em junho, a EICTV promoverá mais dois: Montagem Cinematográfica, com o argentino Alberto Ponce, e Roteiro para Curta-Metragem, da espanhola Yolanda Barrasa.
Para Marcelo Müller, representante da escola e roteirista do filme “Infância Clandestina” –co-produção Brasil, Argentina e Cuba–, a troca de ideias pode ser uma saída para a internacionalização do cinema brasileiro. “A maior integração estimularia novos olhares na nossa cinematografia”, avalia ele,
Não há planos para uma sede física da escola cubana no Brasil, mas a implantação do Extramuros renderá a publicação de livros editados a partir de aulas magnas e pode gerar uma nova mentalidade entre cineastas locais.
“O problema de base é que a maioria dos produtores, diretores e roteiristas brasileiros não conhece e não está acostumada a trabalhar com gente de outros países”, reclama Müller. “A longa tradição de isolamento parece lentamente estar sendo quebrada”, diz o representante.
Quem quiser entrar no programa precisará desembolsar R$ 2.000 pelo curso de duas semanas. “É muito caro trazer professores de nível do exterior e a quantidade de alunos é limitada”, explica o coordenador. “Um dos nossos objetivos é tentar diminuir o preço para que o curso seja mais acessível.”
A adaptação do romance homônimo Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios estreia dia 20 de abril, mas já anda arrebatando nas sessões fechadas para a imprensa e nos festivais por onde tem passado. Já faturou prêmios como o de Melhor Atriz para Camila Pitanga no Festival do Rio 2011, Prêmio Itamaraty de Melhor Longa Metragem de Ficção Brasileiro na Mostra Internacional de São Paulo e Prêmio Cólon de Oro de Melhor Longa Metragem no Festival Cine Iberoamericano de Huelva 2011.
O longa conta a história do triângulo amoroso entre Lavínia, uma mulher multifacetada e cheia de mistérios, Cauby, um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia e Ernani, um engajado pastor da comunidade local.
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios é a segunda direção conjunta de Beto Brant e Renato Ciasca (Cão Sem Dono foi a outra). Mas eles já são parceiros em sete longas, na maioria das vezes com adaptações do escritor Marçal Aquino, que também participa na elaboração dos roteiros. Aquino relata o seu desprendimento no momento em que concorda com a adaptação de suas obras:
“Nunca tive nenhum tipo de resistência em relação às mudanças na hora de transpor uma história minha do livro para o roteiro. Acho que a experiência literária, individual, solitária, acaba no momento em que coloco um ponto final no livro. A partir daí, existindo interesse na adaptação, todo meu esforço passa a ser no sentido de ajudar a tornar possível aquilo que o diretor está imaginando. Ter desprendimento é indispensável. Afinal, vai sempre preponderar a visão e as concepções de quem enxergou no livro um filme”.
Na adaptação cinematográfica, Beto Brant e Renato Ciasca optaram por algumas mudanças no contexto político para tornar a obra mais atual. O livro tem como pano de fundo os hábitos e a cultura dos garimpeiros, mas Brant justifica por que optaram por retratar o drama do desmatamento:
“É uma questão que está acontecendo neste momento. O garimpo saiu do quadro porque ele foi evento há dez anos atrás. A gente trouxe a história para o presente (…). Nós vimos ali um conflito que estava realmente acontecendo e envolvendo pessoas que defendiam a terra. Não estavam de passagem, como os garimpeiros. Eram nativos, que tinham ancestrais ali, gerações e gerações defendendo a terra, com um desejo de ocupação, não de exploração. Naquele momento, a gente viu que o conflito era atual e que seria muito legal tomar o partido dessas pessoas que têm essa ligação com a terra e estão defendendo o direito ancestral de morar naquele lugar”.
Ao ver o filme, notamos a profunda relação que toda a equipe estabeleceu com o Pará. É um olhar contemplativo e apaixonado que só um viajante tem. Explorar novos estados e conhecer novas culturas é mais uma característica da dupla de diretores que já filmaram nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O aspecto mais marcante do filme é a força de Lavínia, interpretada por Camila Pitanga. Marçal Aquino afirma que é a personagem feminina de mais personalidade que já criou. Camila fez um excelente trabalho de pesquisa para compor essa mulher tão complexa e conseguiu a interpretação mais arrebatadora de sua carreira. Ela explica um pouco mais sobre o que entendeu dessa mulher tão cheia de nuances:
“São praticamente quatro Lavínias: a Lavínia que se joga no fogo; a Lavínia-Shirley que não tem medo, que bate na porta do Cauby, que não contém as suas paixões; tem a outra Lavínia que é a missionária, da luta, digamos, mais política, e que verdadeiramente ama aquele pastor; e ainda tem a fase dela antes, no Rio, mais jovem, totalmente desencantada da vida. Depois, ela vive outro embotamento de si mesma. São muitas mulheres”.
O Cinemáticos já conferiu esse belíssimo filme e adianta: vale a pena continuar acompanhando as informações e se deixar levar pela envolvente obra. Na véspera do dia 20 de abril, postaremos a crítica completa do longa. Agora é só esperar e curtir o trailer.
Hoje temos uma estreia muito aguardada pela equipe do Cinemáticos e por muitos fãs de um ícone do rock nacional. Após quase um mês de seu lançamento oficial, Raul – O Início, O Fim e o Meio chega aos cinemas da região sul do país nesta sexta.
Confesso que na maioria das vezes que estreia uma biografia sobre um artista torço o nariz, pois tendem a ser parciais e normalmente possuem uma visão idealista de um fã sobre seu ídolo. No entanto, o longa consegue explorar o potencial de Raul Seixas não apenas como um ícone, mas como um personagem complexo, com seus altos e baixos, ideologias e vícios, uma pessoa de carne e osso. Isso comunica tanto aos mais fanáticos, quanto a quem não conhece tanto sobre a vida do cantor, aumentando as chances de obter uma boa bilheteria.
Conforme já adiantamos na prévia, o longa relata a carreira do cantor dos primórdios à decadência. Através de entrevistas de amigos (Caetano Veloso, Marcelo Nova e Paulo Colelho, este último mais parceiro que amigo) e uma excelente pesquisa de imagens de arquivo, entendemos melhor os desejos, o processo criativo e o estilo de vida de Raul Seixas.
Ao vermos as ilustrações que Raul fazia quando era criança, já percebemos sua necessidade de reconhecimento. Ele reproduzia vários posters de filmes em que se intitulava diretor e produtor ou se retratava como um artista conhecido no mundo todo. Em seguida, acompanhamos a rebeldia de sua adolescência quando se filiou ao Elvis Rock Club e se juntou à primeira banda, a Relâmpagos do Rock.
Uma das entrevistas mais desejadas pelo diretor Walter Carvalho foi a de Paulo Coelho. Percebemos que existia uma forte rivalidade entre Paulo e Raul. Segundo o escritor, a convivência acabou transformando a relação deles em uma espécie de casamento sem sexo. Haviam períodos em que brigavam muito, achando que um estava tentando se mostrar superior ao outro. Sua entrevista realmente faz a diferença e dá um toque de humor ao filme principalmente na cena em que ele chama uma mosca que atrapalhava seu depoimento de Raul. “Não vou matar porque acho que é interessante”, afirma o escritor, mas em seguida dá um tapa no inseto e sorri para a câmera.
O filme também abrange a polêmica parceria de Raul, já em seus últimos anos de vida, e Marcelo Nova. As especulações sobre o vocalista do Camisa de Vênus ter se aproveitado do músico baiano são colocadas pela secretária e por Lena, ex-mulher de Raul. No entanto, amigos como Caetano Veloso, afirmam que nunca viram as coisas dessa maneira e achavam Nova uma pessoa muito nobre por estar retribuindo um favor. Dar os dois lados foi a melhor alternativa, pois permite que o espectador decida que partido tomar.
Um dos momentos mais interessantes do longa é quando vemos um depoimento de Raul afirmando que não queria ser classificado como um músico para classe A ou D. Ele sempre misturou sonoridades diferentes como rock ‘n’ roll e música popular. Seu objetivo era unicamente transmitir a mensagem a que se propôs. Isso é algo que se deve levar para todos os meios artísticos. Se você for verdadeiro, as pessoas entenderão o que você quer dizer, não importa qual seja o público.
A forma com que Walter Carvalho retratou a morte do cantor manteve o tom sutil de homenagem sem pender para a exploração. Querendo ou não, precisamos concordar com Marcelo Nova: Raul morreu de pé, aplaudido e com muitos admiradores. O que ele queria dizer foi entendido.

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