Categoria: DICAS

  • Curso “EXPRESSIONISMO ALEMÃO – UMA SINFONIA DE LUZES E SOMBRAS”

    Curso “EXPRESSIONISMO ALEMÃO – UMA SINFONIA DE LUZES E SOMBRAS”

    A produtora Cena Um realizará o curso “EXPRESSIONISMO ALEMÃO – UMA SINFONIA DE LUZES E SOMBRAS”, com Carlos Primati.
    Dias 8, 9, 10 e 11 de Outubro (19h30 às 22h)
    Museu da Comunicação (Porto Alegre)

    Inscrições / Informações:
    www.cinemacenaum.blogspot.com.br

  • INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O RIOMARKET 2012

    Já estão abertas as inscrições para seminários, workshops, comercialização de projetos e rodadas de négocios do RioMarket, o maior encontro de mercado de cinema e entretenimento da América Latina. O evento será realizado de 28 de setembro a 9 de outubro, no Armazém 6 do Cais do Porto – sede do Festival do Rio, e irá contar com profissionais renomados do audiovisual de todas as partes do mundo. Divido em três pilares – RioSeminars, RioScreenings e One to One Meetings – o RioMarket é um espaço para interação, networking e troca de idéias entre os participantes.

    O RioSeminars (seminários/workshops) prevê debates sobre as tendências atuais na indústria do entretenimento, como transmídia, coproduções e evolução do mercado. Como em todos os anos, oferece painéis com profissionais da indústria internacional. Juntamente com os seminários, os workshops oferecem oportunidade única para o profissional do audiovisual estar em contato direto com especialistas brasileiros e estrangeiros, que vêm ao Rio para compartilhar conhecimentos e experiências, além de debater importantes questões da indústria com o público. As inscrições estão abertas pela internet e podem ser feitas até os dias do evento.

    Já o RioScreenings (área destinada a comercialização de projetos) recebe, até o dia 9 de setembro, inscrições de produções em todos os formatos audiovisuais, como programas de TV, conteúdos para internet, celular e mídias digitais, produzidos a partir de 2010. Serão aceitos projetos em qualquer fase de produção. Durante o encontro, o RioScreenings receberá profissionais do audiovisual, como produtores, diretores, distribuidores, exibidores, profissionais de televisão, internet e mídias digitais, entre outros convidados em busca de negócios.

    As One to One Meetings (rodadas de negócios) promovem o encontro entre produtores e profissionais interessados em novos negócios e que se destacam na indústria do audiovisual. Estas reuniões permitem um intenso networking e troca de informações entre produtores, distribuidores, programadores e sales agents, nacionais e internacionais. Estarão presentes profissionais interessados na área de cinema, televisão e novas mídias. As inscrições e agendamentos no site vão até 26 de setembro. Após esta data, deverão ser feitas presencialmente no local do evento, das 10h às 18h.

    RioMarket
    Período: 28 de setembro a 9 de outubro
    Local: Armazém da Utopia – Av. Rodrigues Alves, s/n – Armazém 6 do Cais do Porto (Sede do Festival do Rio), Rio de Janeiro.
    Inscrições e agendamentos: www.riomarket.com.br.

    RioSeminars (seminários/workshops)
    Workshop: R$ 200,00 – valor unitário
    Seminários: passaporte diário no valor de R$ 200,00 ou pacote de R$ 800,00 para todos os seminários
    Reembolsos só podem ser solicitados em até quinze dias antes do evento. Passando este prazo não iremos ressarcir o pagamento.
    Mais informações: rioseminars@festivaldorio.com.br

    RioScreenings (área destinada a comercialização de projetos)
    Até 5 produtos – R$ 50,00
    A partir do 6° produto: R$ 5,00 cada
    As produções devem ser entregues ou enviadas em DVD legendado em inglês até o dia 14 de setembro para Rua Teresa Guimarães 70 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP 22280-050. A/C: RioScreenings.
    Mais informações: rioscreenings@festivaldorio.com.br

    One to One Meetings (rodadas de negócios)
    Mais informações: rodadas@festivaldorio.com.br

  • ELOGIADO FILME CHILENO NA SALA P. F. GASTAL

    ELOGIADO FILME CHILENO NA SALA P. F. GASTAL

    ELOGIADO FILME CHILENO NA SALA P. F. GASTAL

    No momento em que Violeta Foi para o Céu, cinebiografia da cantora e compositora Violeta Parra, é exibido com sucesso nos cinemas de Porto Alegre, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) coloca em cartaz outra elogiada produção chilena, Perro Muerto – Cachorro Morto, de Camilo Becerra. Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00.

    Domingo (2 de setembro)
    15:00 – Perro Muerto – Cachorro Morto
    17:00 – Perro Muerto – Cachorro Morto
    19:00 – Perro Muerto – Cachorro Morto
    PERRO MUERTO – CACHORRO MORTO, de Camilo Becerra (Chile, HD, drama, 2010, 97 minutos)

    Alejandra, uma jovem mãe solteira, vive com seu pequeno filho na casa que pertenceu à bisavó do menino, recentemente falecida, de quem cuidaram durante anos. Quando Bráulio, o avô do menino, decide vender a casa, Alejandra precisa procurar onde morar, enfrentando o dilema de cuidar de seu filho ou continuar vivendo a vida adolescente a que se apega.

    A superfície de Perro Muerto – Cachorro Morto exibe uma imagem crua, com personagens em conflito. Atrás dessa superfície, há um filme convencido do poder da narração cinematográfica para contar uma história sobre relacionamentos familiares e que, apesar de seu orçamento baixo e limites de produção, é capaz de emocionar profundamente o espectador.

    Filme de estreia do diretor Camilo Becerra, Perro Muerto – Cachorro Morto tem sido exibido com sucesso em vários festivais internacionais e começa sua carreira no Brasil justamente por Porto Alegre.

    Ficha técnica:
    Roteiro: Sofía Gómez e Camilo Becerra
    Fotografia: Marco Roldán
    Montagem: Camilo Becerra, Sofía Gómez e Marco Roldán
    Produção: Camilo Becerra e Marco Roldán
    Elenco: Rocío Monasterio, Rafael Ávila, Daniel Antivilo, Cristián Parker e Sofía Gómez.
    Classificação: 14 anos
  • Anima Mundi BH 2012 começa com projeção gratuita ao ar livre

    De 21 a 26 de agosto, o Anima Mundi BH vai exibir produções premiadas e promover atividades que exploram o universo da animação em suas diversas formas. São mais de 50 filmes selecionados especialmente para esta versão itinerante do festival. Serão exibidos filmes premiados pelo público carioca, na edição do Rio de Janeiro, realizada em junho de 2012. Dentre os curtas estão Head Over Hill (Tim Reckart, Reino Unido) e Fata Morgana (Frodo Kuipers, Holanda). Os longas To Aru Hiküshi e no Tsuioku (Jun Shishido, Japão), para adultos, e o infantil A Turma da Selva – Operação Banco de Gelo (David Alaux e Eric Tosti, França) também estarão na Mostra de Filmes. A extensa programação inclui oficinas gratuitas, workshop e bate-papo com os diretores Abi Feijó (Portugal) e Marcelo Marão (Brasil).

    A sessão que abre a programação do Anima Mundi em BH está marcada o dia 21, às 19 horas. A estrutura montada especialmente para esta estreia, na Praça da Liberdade, vai exibir oito títulos representativos do cinema de animação pelo mundo. A projeção de abertura é gratuita e aberta ao público e terá duração de aproximadamente 1 hora. O público terá a chance de conferir filmes produzidos no Brasil, Alemanha, Bélgica, Rússia, Espanha, Suíça e Reino Unido. Os curtas programados são:

    “Linear”, de Amir Admoni (Brasil,6’);

    “Zing”, de Kyra Buschor e Cynthia Collins (Alemanha, 8’03”);

    “Cleo’s Boogie”, de Collective Camera-etc (Bélgica, 6’21”);

    “Chinti”, de Natalia Mirzoyan (Rússia, 8’16”);

    “Friendsheep”, de Jaine Maestro (Espanha,7’);

    “Bom Voyage”, de Fabio Friedli (Suíça, 5’30);

    “A morning stroll”, de Grant Orchard (Reino Unido, 6’47”);

    “Head over Heels”, de Tim Reckart (Reino Unido, 10’20”).

    As demais sessões serão realizadas no Oi Futuro de BH, de 22 a 26 de agosto, com ingressos a preços populares (R$ 4,00/inteira e R$ 2,00/meia). Na programação do Papo Animado, os diretores Abi Feijó e  Marcelo Marão vão falar sobre suas carreiras, produções, o mercado da animação e exibirão alguns de sues filmes. Os encontros serão realizados, no Oi Futuro BH, nos dias 23 e 24/08, às 19h, com entrada gratuita. Além de apreciar as animações na tela, o público ainda poderá colocar a “mão na massa” com três oficinas que estimulam a criatividade, atividades diárias e gratuitas, no Estúdio Aberto. Abi Feijó será ainda ministrante do workshop “Animação em multiplano”.

    Além de apreciar as animações na tela, o público ainda poderá colocar a “mão na massa” com oficinas que estimulam a criatividade. O Estúdio aberto irá contar com três oficinas gratuitas, durante todos os dias, nas quais os participantes poderão produzir e ver seus resultados em telões instalados no próprio local. Na Pixilation, o público se transforma em personagens principais com direito a adereços e até figurinos. São filmados quadro a quadro pessoas e objetos, criando alguns efeitos especiais. A montagem final resulta em uma história divertida, na qual as pessoas se transformam em animação.

    Para quem gosta de brincar com as habilidades manuais, a oficina de Massinha propõe que os grupos criem os personagens e cenários utilizando massa de modelar. Após, é realizada uma montagem com gravação quadro a quadro, por um sistema de vídeo. O tradicional Zootrópio utiliza dos desenhos no papel para criar a ilusão de movimento. São colocados 16 desenhos no zootrópio, que, ao seu girado, ganham vida por meio de uma sequência de imagens. Os filmes produzidos nas oficinas estarão disponíveis para download no site www.animamundi.com.br.

    O Anima Mundi BH 2012 é uma versão especial da 20ª edição do Festival Internacional de Animação do Brasil – ANIMA MUNDI.

  • AÇÃO DE CINEMA CONFIRMADA NO FESTIVAL

    Acontece pelo quinto ano consecutivo a Ação de Cinema em Gramado, dias 14 e 15 de agosto, na Sociedade Recreio Gramadense e na Câmara de Vereadores de Gramado. Realizada pela Fundacine (Fundação Cinema do Rio Grande do Sul), 40º Festival de Cinema de Gramado, SESC – RS e Programa Cinema do Brasil/APEX Brasil,  com  o apoio da  APTC/RS (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos), do  SIAV/RS (Sindicato da Indústria Audiovisual do RS),  do IECINE (Instituto Estadual de Cinema), Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação Cultural Piratini TVE,  a iniciativa tem o objetivo aproximar e promover encontros de negócios do audiovisual entre produtores, realizadores e empresas investidoras. Também estão previstos na programação encontros individuais entre os participantes com interesses afins e seminários relacionados às políticas públicas da atividade audiovisual.

    Para participação dos Encontros de Negócios e agendamento de encontro One-a-One com os convidados internacionais é necessário conhecimento básico de inglês e espanhol. Inscrições gratuitas através do e-mail producao@fundacine.org.br, pelo telefone (51) 3226-3311 ou diretamente no com a FUNDACINE na Sociedade Recreio Gramadense durante o evento.

     Ação de Cinema em Gramado:

    Locais: Câmara de Vereadores (Rua São Pedro, nº 369 – Centro – Gramado) e Sociedade Recreio Gramadense (Rua Garibaldi, 328 – Centro – Gramado)

    PROGRAMAÇÃO:

    Dia 14 de agosto de 2012

    Seminário – 09h às 12h – Teatro Elisabeth Rosenfeld da Câmara

    PRODAV – Sul (FSA)

    Convidados: Sindicado dos Produtores, ANCINE e BRDE.

    Mediador: Jaime Lerner (ABD-Nacional)

     

    Seminário – 14h às 17h – Teatro Elisabeth Rosenfeld da Camara

    Distribuição e Exibição Digital

    Convidados: Filme B, Empresa Mística, FENEEC.

    Mediador: João Guilherme Barone (FUNDACINE)

    Dia 15 de agosto de 2012

    Encontros de Negócios do Audiovisual – 9h às 12h

    MESA 01 – CO-PRODUÇÃO INTERNACIONAL

    Convidados: Revista Variety, INCAA, Festival de HAVANA.

    Mediador: Beto Rodrigues (SIAV RS).

    MESA 02 – DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL

    Convidados: Promovere, M-Appeal, Latinopólis.

    Mediador: André Sturm (Programa Cinema do Brasil)

    MESA 03 – DISTRIBUIÇÃO NACIONAL

    Convidados: Federação dos Exibidores, Elo Company e Vitrine Filmes.

    Mediador: a definir

    MESA 04 – NEGOCIAÇÃO DE PRODUTOS PARA A EXIBIÇÃO EM TV

    Convidados: Turner Network Television – TNT e Home Box Office – HBO.

    Mediador: Cícero Aragon (Box Brazil).

     

    Encontros One-a-One – 14h às 17h

    A Fundacine estará agendando horários para os encontros individuais com os convidados das mesas, os quais estarão à disposição para atendimento durante à tarde do dia 15 agosto.

  • ESPM oferece minicurso sobre Economia da Cultura

    ESPM oferece minicurso sobre Economia da Cultura

    Curso Economia da Cultura: Teoria e Prática acontece entre os dias 16 e 19 de Julho, das 19h às 22h30, na ESPM (Rua Guilherme Schell, 350). O curso será ministrado por Leandro Valiati Pesquisador em Economia da Fundação de Economia e Estatística do RS (FEE‐RS), e tem como objetivos:

    • Instrumentalizar o aluno interessado em Economia da Cutura em: conhecer os principais autores dessa área de conhecimento;
    • compreender os conceitos fundamentais e sua aplicação prática;
    • identificar bases de dados e conhecer a dimensão do setor no Brasil;
    • conhecer as discussões mais atuais sobre políticas públicas e ações privadas para esse campo em uma perspectiva crítico-analítica.

    As inscrições podem ser efetuadas através do site da ESPM, na seção Cursos / Cursos de Férias.

    O investimento é de R$ 447,00. Para informações sobre formas de pagamento, acesse o link:www.espm.br/cursosdeferias

    Para mais informações, baixe o documento abaixo:

    Link: Programa do Curso de Férias – ECONOMIA DA CULTURA: TEORIA E PRÁTICA

  • “Tive muito mais repercussão e força lá fora”, afirma diretora Júlia Murat

    Estreante em ficção com o premiado “Histórias que Só Existem Quando Lembradas”, cineasta ataca sistema de produção no Brasil e reconhece que fez um “filme de festival”

    Marco Tomazzoni

    Júlia Murat no Festival de Toronto, no ano passado

    Um pequeno filme independente brasileiro vem chamando a atenção no exterior. Com passagem por mais de 40 festivais, como Veneza e Toronto, e 28 prêmios no currículo, “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” se converteu na mais laureada produção nacional desde “Central do Brasil”. Em cartaz atualmente em países diversos como Holanda, Polônia, França e Estados Unidos, o longa-metragem estreou no Brasil neste final de semana em circuito acanhado, com cópias em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

    “Estou um pouco frustrada”, comentou ao iG a diretora Júlia Murat, 33 anos e grávida de oito meses, que debuta em longas de ficção com “Histórias…”. “Sabia desde o início que isso ia acontecer, o processo do filme foi esse. Consegui dinheiro lá fora e não no Brasil. Fui recusada pelo Festival de Brasília e entrei em Veneza. Era muito claro que eu teria muito mais repercussão e força lá fora, por mais contraditório que isso possa parecer, do que aqui. O Brasil hoje está voltado para cinema comercial. Há muito dinheiro, só que quase todo é colocado nas mãos de pouquíssimas produtoras que fazem filmes comerciais. A distribuição é quase igual. Esse é panorama que se tem hoje, está muito difícil fazer um filme que fuja disso.”

    A ideia para o projeto surgiu em 1999, quando Júlia fazia assistência de direção para a mãe, Lúcia Murat, em “Brava Gente Brasileira”. Nas filmagens na localidade de Forte Coimbra, no Mato Grosso do Sul, a equipe descobriu que o cemitério local estava fechado há dez anos e os moradores que morriam precisavam ser enterrados em Corumbá, a sete horas de distância.

    A imagem do cemitério trancafiado deu origem a um argumento calcado no realismo mágico, trabalhado durante anos, primeiro num curso no roteiro, depois em um workshop em Madri e, por fim, ao lado de Maria Clara Escobar e Felipe Sholl. No meio do caminho, Júlia dirigiu o documentário “Dia dos Pais” (2008), na verdade um laboratório para as filmagens da ficção, servindo para estudar locações e os diálogos de comunidades perdidas no interior brasileiro.

    Festival do Rio: Filha de Lúcia Murat estreia na direção com “Histórias que Só…”

    Com dificuldades para captar recursos no Brasil, Júlia conseguiu apoio primeiro na Argentina, através da produtora e diretora Julia Solomonoff, assistente de Walter Salles em “Diários de Motocicleta”. “É interessante que o instituto de cinema argentino (o INCAA, equivalente à Ancine no Brasil) tenha colocado dinheiro no filme. É raro, especialmente para um primeiro filme”, disse Júlia, que escalou profissionais argentinos (como o diretor de fotografia Lucio Bonelli) para formalizar a coprodução.

    Da França, vieram Marie-Pierre Macia e Juliette Lepoutre, velhas conhecidas de Lúcia Murat. Produtora de filmes premiados como “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, e consultora do romeno “4 Meses, Três Semanas e 2 Dias”, ganhador da Palma de Ouro, Marie-Pierre foi por muito tempo curadora da Quinzena dos Realizadores, mostra paralela de Cannes. Tamanha experiência no meio foi fundamental para que “Histórias…”, segundo Júlia, circulasse mundo afora.

    “Sem dúvida nenhuma o filme deslanchou internacionalmente por causa das francesas, elas conhecem muita gente”, contou a diretora. “Espero que tenha uma qualidade do filme envolvida nisso (risos), pelo menos nos prêmios não tiveram influência nenhuma, mas elas conseguiram colocar o filme em Veneza, Toronto e San Sebastián, por exemplo.”

    “Filme de festival”

    Júlia também tem claros os motivos pelos quais “Histórias…” tem sido tão bem aceito. Em primeiro lugar, por sua temática universal, que poderia acontecer em qualquer lugar do mundo – a trama enfoca uma comunidade esquecida no interior do Brasil, composta basicamente por idosos, cuja rotina é interrompida pela chegada de uma jovem mochileira.

    Júlia Murat com o ator Luiz Serra no set do filme

    Além disso, a diretora admitiu que o longa, mesmo não intencionalmente, tem jeito de “filme de festival”. “É inevitável que esses cineastas da moda acabem influenciando o cinema que é feito hoje”, explicou ela, que assumidamente se inspirou nos trabalhos de Jia Zhang-Ke, Hirokazu Kore-eda e Carlos Reygadas, entre outros realizadores, todos laureados mundo afora. “Os cineastas que me influenciaram sem dúvida nenhuma se relacionam com a moda de festival atualmente.”

    “Ao mesmo tempo”, acrescentou, “os festivais hoje estão procurando novos realizadores, querem descobrir pessoas. É muito mais fácil entrar num festival com seu primeiro ou segundo filme, ganhar e virar notícia, do que com um terceiro filme. O terceiro filme hoje é o mais complicado de todos.”

    De volta ao Brasil, Júlia Murat passou com “Histórias…” pelo Festival do Rio e Mostra de São Paulo. Amparada pela Vitrine Filmes, distribuidora que se tornou um oásis para o cinema autoral feito no país, a cineasta demonstrou desgosto para com o circuito exibidor nacional. “O que é muito triste é que a gente tem recebido notícias de que exibidores encaram o filme como algo absolutamente difícil e que vai não dar público – o que é muito doido, porque a gente já ganhou quatro prêmios de júri popular.”

    Crítica: “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” experimenta com fantástico

    “Se tem uma mentalidade muito ruim no Brasil hoje de que se sabe qual é o mercado, quem é o público, como ele funciona e o que quer ver. Isso faz com que não se inove nunca. Acho que precisamos quebrar esse círculo maléfico. É um pouco burro para o cinema brasileiro, porque até o próprio cinema comercial vai precisar se repetir de alguma maneira para manter essa lógica.”

    fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2012-07-09/tive-muito-mais-repercussao-e-forca-la-fora-afirma-diretora-julia-murat.html

     

  • 19 DE JUNHO: DIA DO CINEMA BRASILEIRO

    Hoje o Cinema Brasileiro comemora 114 anos, desde que o cinegrafista italiano Afonso Segreto produziu o primeiro filme na Baía de Guanabara, em 1898. Embora o primeiro registro cinematográfico tenha sido feito por um estrangeiro, essa foi a deixa para promover a curiosidade entre os brasileiros que seguiram repetindo este gesto.Em homenagem a essa data, não poderíamos deixar de retomar os filmes que mais se destacaram em toda a história do cinema nacional. Para estudiosos e para o público em geral, seguem algumas dicas para prestigiar e entender melhor a nossa produção cinematográfica.

    Filme: O Cangaceiro
    Ano: 1953
    Produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, O Cangaceiro foi o primeiro filme brasileiro a participar do Festival de Cannes e obter repercussão internacional. A Vera Cruz também foi pioneira na tentativa de industrializar a produção brasileira dando valor aos bons roteiros e realizando projetos de diversos gêneros sem descuidar da estrutura necessária. O longa se destacou pela sua linguagem que se aproxima do western americano, sem deixar de tratar dos costumes daqui. Conta a história de Lampião (Milton Ribeiro) e seu bando de cangaceiros, que aterrorizavam o Nordeste e até hoje são figuras emblemáticas do imaginário popular.

    Filme: Deus e o Diabo na Terra do Sol 
    Ano: 1963
    Mesmo com as mais árduas tentativas, o Cinema Brasileiro sempre teve de lidar com dificuldades financeiras. Nos anos 60, a situação não era nada boa, o que levou pequenos grupos de intelectuais a se unirem e continuarem produzindo seus filmes precariamente como uma forma de protesto. Influenciado por movimentos como o Neo-Realismo Italiano e a Nouvelle Vague Francesa, surgia o Cinema Novo, um movimento questionador que usava como a maior provocação a imagem de um cinema pobre, sujo, sem a qualidade técnica necessária. O maior representante foi Glauber Rocha e seu filme mais emblemático é Deus e o Diabo na Terra do Sol. O longa aborda a submissão do povo perante seus patrões e governantes, tendo apenas dois caminhos para percorrer: o religioso, que prega o pensamento de que uma vida melhor só é possível no paraíso; e o do cangaço, que promove a justiça pelas próprias mãos.

    Filme: O Bandido da Luz Vermelha
    Ano: 1968
    O Cinema Novo criou uma linguagem que se diferenciou muito da utilizada nos filmes “fáceis”. O problema é que isso afastou os espectadores que compunham justo o público-alvo do movimento. Fazendo sátiras da chanchada e dos enlatados americanos, nasceu na Boca do Lixo de São Paulo, o Cinema Marginal, com temas incomuns e muito escracho. Reprimidos pela censura militar, poucos desses filmes chegaram aos cinemas, mas alguns foram fenômenos de bilheteria, entre eles O Bandido da Luz Vermelha. A obra dirigida por Rogério Sganzerla se baseia na história do famoso assaltante João Acácio Pereira da Costa (Paulo Villaça) que agia sempre acompanhado de uma lanterna vermelha, mantendo longos diálogos com suas vítimas e fugindo de forma ousada para gastar o dinheiro adquirido com extravagâncias. Através de uma narração policial sensacionalista, o filme faz críticas debochadas à imprensa, à polícia e aos sujeitos de classe média.

    Filme: Dona Flor e Seus Dois Maridos
    Ano: 1976
    Nessa onda de Jorge Amado que está rolando na TV brasileira, uma ótima dica é o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos. Produzido pela Embrafilme, o projeto representa o auge do Cinema Brasileiro, tornando-se a maior bilheteria do país (mais de 10 milhões de espectadores) e permanecendo no posto até 2010 quando foi ultrapassado por Tropa de Elite 2. O filme conta a história de Dona Flor (Sônia Braga) que tem uma relação de amor e ódio com seu marido-problema, Vadinho (José Wilker). Como a vida boêmia não perdoa, o amor da protagonista morre precocemente e a deixa viúva e desiludida. Após um bom tempo, Flor resolve dar uma chance a Teodoro Madureira (Mauro Mendonça) e aceita se casar com o respeitável farmacêutico. No entanto, apesar de ser bem vista na sociedade, ela fica insatisfeita com o marido cheio de pudores. Com isso, começa a sentir muita falta do falecido e seu desejo é tão forte que materializa um fantasma de Vadinho que a acompanha em seus momentos de solidão. Dona Flor é um exemplo de direção, com belas referências de Luis Buñuel e conta com uma das cenas mais famosas do Cinema Brasileiro, embalada pela inesquecível música de Chico Buarque O Que Será.

    Filme: Cidade de Deus
    Ano: 2002
    Após o ápice, o Cinema Brasileiro teve o seu declínio no governo Collor. O Programa Nacional de Desestatização encerrou toda a produção cinematográfica do país, prolongando-se até 1995 quando Carla Camuratti lançou a muito custo o seu Carlota Joaquina. Depois disso, o cinema nacional foi se reerguendo com uma dificuldade que se estende até os dias de hoje. Um dos filmes marcantes da chamada Retomada foi Cidade de Deus, responsável por recuperar a aprovação de público e crítica, uma meta tão almejada pelos cineastas atuais. O filme conta a história de Buscapé (Alexandre Rodrigues), um jovem pobre e negro que tenta encontrar uma alternativa para viver que não seja se juntar ao crime organizado. Ele estabelece uma carreira ao apostar em seu talento como fotógrafo e quando consegue trabalho em um jornal, passa a registrar a violência de seu cotidiano.

    Montar esta lista foi bem difícil, pois são tantos títulos marcantes que é complicado escolher. Mas espero que tenha ajudado a entender melhor sobre o papel do cinema no nosso país e que passemos a produzir mais filmes nossos sobre nós mesmos.

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